Poesia

Madrugada

setembro 27, 2026 · Pedro K. Calheiros
A mente continua o mesmo ensaio
com as coisas que eu deveria ter te dito,
Enquanto minha literatura desenha em tons pastéis
versos que eu nunca vou admitir ter te escrito...

A madrugada soa como um livro de comédia démodé
que eu escrevo sem pressa de acabar,
Enquanto tomo um vinho tinto
esperando qualquer sombra do teu voltar.

Louco eu já sei que sou;
a verdade irônica a me sorrir
é que, apesar de fingir muito bem,
não houve um dia que não pensei em ti.